5 de novembro de 2019 / por ondatkm

Antecipação de recebíveis: É a linha de crédito que mais cresce no Brasil

 

antecipação de recebíveis tem se tornado uma das modalidades de crédito cada vez mais disseminadas no Brasil. De acordo com dados do Banco Central, em agosto, esta foi a linha de crédito empresarial que mais cresceu no país totalizando R$ 83,7 bilhões, uma alta de 31,5% em relação ao mesmo período de 2018.

Os recebíveis são títulos de crédito estabelecidos por uma negociação entre compradores e fornecedores com um valor negociado a ser pago em um prazo determinado. Muitas vezes, no entanto, o fornecedor sente a necessidade de antecipar o recebimento, em função de alguma necessidade de fluxo de caixa, seja para sustentar suas atividades ou realizar investimentos.

Como na antecipação o empresário não está emprestando e sim utilizando um valor que já é da empresa, as taxas acabam sendo menores que os empréstimos disponíveis no mercado e a burocracia bem menor que a encontrada convencionalmente em outras categorias. Está aí a primeira grande vantagem responsável pela expansão deste mercado no Brasil.

Contudo, outro fator/benefício têm tornado esta prática promissora: a automação. Por meio das Fintechs é possível realizar todo o processo de antecipação de recebíveis em poucos minutos, de modo digital e a juros extremamente atraentes. “Com as Fintechs, é possível ter a garantia de pagamento pelo comprador (risco controlado), e assim ter acesso a juros baixos e sem aquela burocracia que geralmente existe em empréstimos com grandes instituições financeiras”, conta Ronaldo de Oliveira, sócio-diretor da Giro.Tech, fintech especializada em antecipação de recebíveis.

A Fintech desenvolve plataformas customizadas para o setor financeiro das empresas com o qual é possível a elas ofertarem a antecipação de recebíveis aos seus fornecedores. A partir desta integração com o sistema da compradora o risco de fraude ou conluio é eliminado, o que garante taxas que partem de 1%, bem abaixo das comumente utilizadas no mercado, que, para o pequeno empresário, geralmente partem de 3% e podem chegar a 10%.

“Bom para o fluxo de caixa do pequeno empresário e também para as grandes empresas, que têm a sua cadeia de fornecimento fortalecida, podendo contar com a qualidade dos produtos e serviços entregues. Esta prática tem sido cada vez mais valorizada e bem-vista no mercado mundial e no Brasil e assegurado o crescimento acelerado de antecipações”, explica o diretor.

E por fim, o crescimento desta modalidade de crédito está vinculado à publicação da Lei 13.775, que autoriza a criação de duplicatas eletrônicas, garantindo maior liberdade e segurança nestas transações.

“Após a lei, que passou a valer em 21 de dezembro de 2018, o mercado aqueceu. Nós ampliamos o volume de antecipações em 200%. E de janeiro até setembro deste ano antecipamos mais de R$30 milhões em recebíveis”, afirma Ronaldo de Oliveira. A Giro prevê que até dezembro de 2019 sejam antecipados mais de R$50 milhões para pequenos e médios empresários.